quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lançamento de "Menino no telhado", de Rafael de Oliveira Fernandes

Lançamento de Menino no telhado, de Rafael de Oliveira Fernandes, quarta-feira, dia 27 de abril, a partir das 19h, na Livraria da Vila (R. Fradique Coutinho, 963 - São Paulo).





Sob este telhado, tudo se transforma em poesia: a cidade que escorre líquida pelos bueiros, no backstage da paulista: o rock britânico atravessando o corpo pelos headphones, as labaredas de cores que se acendem no brilho do oceano. O olhar sensível de Rafael de Oliveira pousa pelas coisas do mundo mostrando a beleza latente nas coisas mais simples que nos rodeiam.


Leia abaixo dois poemas do livro:

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A dança

Luzes no espelho revelam
os movimentos lunares.
Na música da tua voz,
busco o ritmo secreto.
Olhos em fenda, a boca cerrada.
Os pés pendendo ao abismo.
No espaço, embalada pelo som das águas,
dos seres selváticos, do silvo dos pássaros,
mantenho-me a peregrinar,
viajo dentro de mim.
Na floresta fechada,
uma bela adormecida.

Simetria do Caos, Pollyanna Furtado


Ouça o poema "A dança" na voz de Pollyanna Furtado:

"Flor de lótus", por Pollyanna Furtado


Pollyanna Furtado, poeta paranaense radicada no Amazonas, lança hoje no Rio de Janeiro o seu Simetria do Caos, às 19h na Travessa de Ipanema. Aproveite o ensejo e ouça o poema "Flor de lótus" na voz da própria poeta:

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Simetria do Caos

Do caos às cintilações - no olhar da poeta ("trapezista do absurdo / me equilibro a todo custo..."), memórias e cenários desfilam numa trama tecida com sensibilidade e delicadeza, percorrendo solidões para estabelecer com o leitor uma relação de intimidade - às vezes plácida, às vezes tempestuosa (como de resto sempre são as relações) - e uma simetria que se abre a múltiplas imagens e reflexos, como num espelho cindido, desdobrando-se em novos infinitos a cada leitura.

Pollyanna Furtado escreve como quem sente o sabor secreto de cada palavra, descobrindo sentidos no ritmo secreto de cada estrofe. Nas cores dos seus versos, na clareza do assombro com que se fratura e se expõe a poeta ("Não sou aquela do retrato / que outrora, silenciosa, / ignorava a própria sombra / e não ousava lançar a própria voz / [...] Hoje me habita / sublime e solitária uma fera, / com a força dos ventos / e a frescura das chuvas impetuosas."), no jogo sutil com os elementos, desvendamos a beleza latente em todo o caos.

Leia aqui um trecho de Simetria do Caos:

Simetria Do Caos

Pequena biografia de desejos

Pequena biografia de desejos apresenta tanto o Brasil privilegiado quanto o país de uma imensa maioria de trabalhadores anônimos, aqueles que dificilmente são protagonistas do imaginário da classe leitora brasileria. Mas não se engane: este não é um romance dedicado à pedagogia ou à defesa de bandeiras políticas – como toda grande literatura, o livro de Cezar Tridapalli aposta, como fio narrativo primordial, na investigação da condição humana mais atemporal e mais livre de demonstrações de teses ou teorias.

Leia um trecho de Pequena biografia de desejos:


Pequena biografia de desejos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Poéticas da Imanência

Hoje, às 19h30 na Casa das Rosas (SP), Annita Costa Malufe fala sobre as poéticas experimentais de Ana Cristina César e Marcos Siscar. Na palestra, a poeta e autora de Poéticas da Imanência  nos convida a explorar o universo da poesia contemporânea brasileira em seus diálogos com as propostas das vanguardas artísticas do século XX.

Leia um trecho de Poéticas da Imanência:

Poéticas da Imanência

"Poéticas da imanência", de Annita Costa Malufe



Em Poéticas da imanência, Annita Costa Malufe se dedica a encontrar – e a explorar – as ressonâncias entre a filosofia da diferença e as poéticas de Ana Cristina Cesar e Marcos Siscar, e o encontro destas poéticas entre si. A visão literária de Deleuze é a sua principal bússola nesses encontros poéticos e filosóficos que se dão a despeito das distâncias de tempo e espaço que os separam – que acontecem, numa espécie de simultaneidade temporal, no instante da leitura.

Ler este “Poéticas da imanência” de Annita Costa Malufe é antes de mais nada um prazer estético. Pela forma e pelo seu tema. A autora consegue dar à prosa acadêmica um tom distinto, singular, ao mesmo tempo autoral – despedindo-se dos cansativos truques de “objetividade” – e quase, ouso formular, íntimo. É como se frequentássemos não uma tese de doutorado (o que este livro também é, e das boas), mas sim um laboratório de leitura. Um laboratório dirigido por uma poeta e apaixonada pela língua e suas figurações. Nada mais saboroso.  Márcio Seligmann-Silva
 

satara