quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Copa de Literatura Brasileira 2010



A Copa de Literatura Brasileira (2010/2011) começa dia 28 de fevereiro de 2011. Nesta edição, o romance Algum Lugar, de Paloma Vidal irá disputar o jogo 5 com Uma leve simetriade Rafael Bán Jacobsen. Confira no blog os títulos que competem em cada jogo e acompanhe cada etapa da CLB até a final, quando saberemos que livro será o grande vencedor do ano.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A palavra toda

O Espaço Sesc de Copacabana abre as portas para a poesia no início da próxima semana.

Com A palavra toda, evento organizado por Chacal e Heloísa Buarque de Hollanda, o público irá conhecer de perto quem está fazendo a poesia brasileira hoje.

Não deixem de comparecer. A entrada é franca.

Espaço Sesc / Teatro de Arena
Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana
Tel.: (21) 2547-0156

Programação:
Segunda-feira, dia 24 de janeiro:
18h – VJ Christiano Menezes 
18h30 – ‘A palavra em cena’ – Paulo José e Ana Kutner
19h – ‘O rapto da palavra’ – MC Nike e Re.Fem
19h30 – ‘Agora é hora’ – Alice Sant´Anna, Augusto Guimarães Cavalcanti, Pedro Rocha, Mariano Marovatto, Ismar Tirelli Neto e Gregório Duvivier
20h10 – ‘A palavra contada’ – Numa Ciro e Marcus Vinícius Faustini
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Viviane Mosé, Carlito Azevedo, Felipe Nepomuceno, Valeska de Aguirre e Heitor Ferraz
21h – ‘Coletivos’ – Cachalote (Gabriela Marcondes, Elisa Pessoa, Ana Costa e Andrea Capella)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Chico Alvim, Charles Peixoto, Ronaldo Santos, Antonio Cicero e momento cassete com Zuca Sardana
22h – ‘A palavra cantada’ – Letuce (Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos)

Terça-feira, dia 25 de janeiro:
18h – VJ Christiano Menezes
18h30 – ‘A palavra em cena’ – Carla Tausz
19h – ‘O rapto da palavra’ – REP (Ritmo e Poesia): Nissin Instantâneo, Ricardinho, Babu, Bidi Dubois e Durango Kid
19h30 – ‘Agora é hora’ – Ramon Mello, Maria Rezende, Marília Garcia, Omar Salomão, Vitor Paiva e Ericson Pires
20h10 – ‘A palavra contada’ – Aderaldo Luciano
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Paulo Henriques Britto, Francisco Bosco, Antonia Pellegrino, Alberto Pucheu, Carmen Molinari e Masé Lemos
21h – ‘Coletivos’ – Madame Kaos (Beatriz Provasi, Marcela Gianninni, Juliana Hollanda e Arnaldo Brandão)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Geraldo Carneiro, Chacal, Pedro Lage, Salgado Maranhão e momento cassete com Armando Freitas Filho
22h – ‘A palavra cantada’ – Fausto Fawcett

Convidamos a todos para o evento, que contará a participação dos seguintes poetas da 7Letras:

Alberto Pucheu
Alice Sant’Anna
Augusto Guimaraens Cavalcanti
Carlito Azevedo
Chacal
Chico Alvim
Ericson Pires
Felipe Nepomuceno
Francisco Bosco
Mariano Marovatto
Masé Lemos
Gabriela Marcondes
Heitor Ferraz
Ismar Tirelli Neto
Gregório Duvivier
Maria Rezende
Marília Garcia
Pedro Rocha
Valeska de Aguirre
Viviane Mosé
O tempo da poesia (e a difícil tarefa de tentar encontrá-lo) é um dos temas de reflexão de Victor Heringer em Arapucas texto em que apresenta "três leituras futurológicas" sobre a poesia de Alice Sant'Anna, Ismar Tirelli Neto e Mariano Marovatto.

Poesia não dá futuro a ninguém, apregoa-se por aí. Há nessa máxima um fundo de verdade monetária que nos obriga a dar certa razão ao senso comum. Mas o senso comum, como se sabe, é uma caixa chinesa com muitos fundos falsos, que, ainda que verdadeiros, escondem novos fundos falsos que, por sua vez, bem podem ser verdadeiros. Explico-me. Diante da precária situação dos livros de poesia no mercado editorial, e do mercado editorial no Mercado, há poucos argumentos a favor do futuro do poeta como ente social economicamente atuante. No entanto, há ainda outros argumentos a favor do não futuro do poeta, mesmo como ser pleno em seu ofício.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

estórias mínimas, de José Rezende Jr.

Se a internet e seus filhotes – como o twitter – são um símbolo emblemático dos tempos atuais, nada como encontrar um escritor com o talento de José Rezende Jr., capaz de dizer muito com poucas palavras – e de nos oferecer estes microcontos densos e concisos, que arrebatam o leitor em apenas três linhas (e muitas entrelinhas). São estórias mínimas de amor, solidão e desejo, todas com um sabor intenso: rápidas de ler, mas que reverberam no íntimo como só as grandes obras literárias sabem fazer.

Fique com uma pequena amostra destas estórias mínimas:

A viagem do infeliz navegante
Para esquecer o grande amor, tornou-se marinheiro. Cruzou sete mares, até o fim do mundo. Inútil: era sempre a mesma mulher em cada porto.

Eles, que se amavam tanto...
Amavam-se muito, mas eram tão jovens e a vida tão curta que preferiram experimentar novos amores. Mas a vida foi longa. Horrivelmente longa.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Carlito Azevedo em espanhol


Carlito Azevedo – foto por Rafael Moraes

Ao longo desta semana, o poeta Aníbal Cristobo se dedicou a traduzir para o espanhol no seu blog os versos de Carlito Azevedo – convidando amigos poetas, editores e amantes das Letras para escolherem que poemas de Carlito gostariam de reler na língua dos nuestros hermanos. Conheça um pouco mais da relação de cada um destes convidados com a poesia de Carlito, e leia a série de traduções, que inclui Muchacha con xilófono y flores en telegraph av., Nueva passante, Sobre puertas, entre outros.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"A vida pede um tempo", de Clara de Góes






Quando você sai, 
a vida pede um tempo 
vai ao banheiro 
toma café, e volta 
quando você vem.

Clara de Góes





Clara de Góes combina em seus poemas a densidade e a leveza numa escrita em que ecoa uma delicada e intensa voz. O amor, as fragilidades e as pulsões são alguns dos temas presentes num livro em que o protagonista é o tempo – que desliza e vacila, seduzindo o leitor numa dança pelas páginas. Mais do que a alma, em A vida pede um tempo é o corpo quem sente a carícia dos dias nas rugas, nas mãos. Um corpo de poema que se deseja tocar, inquieto de palavras – que saboreia a passagem das horas na manhã que desliza entre lençóis, nas memórias guardadas nas dobras da pele.

Leia dois poemas de A vida pede um tempo:

O desejo não conhece a regra do lugar
o costume da casa
ante-sala de coisa nenhuma.
O desejo não limpa os pés no tapete.
Chafurda na lama,
deita,
rola
e o rastro é ruim de apagar.


*
 

satara