quarta-feira, 4 de maio de 2011

Quenga de plástico






Neste livro impróprio para menores, a ex-atriz pornô Leysla Kedman narra com os maiores detalhes suas peripécias sexuais, sem medo e sem pudores. O leitor iniciado irá se deleitar com o estilo direto dessa narradora sem meias-palavras, que abre sua vida interior (abre os braços, o coração e as pernas...) com desprendimento para que possamos penetrar nas profundezas de suas intimidades mais recônditas. Destilando ironia e bom humor, Leysla é uma companheira de viagem divertida e deliciosa, uma personagem impagável, moderna e bem resolvida, sem vergonha de explorar os paus alheios ou de levar seus amantes ao amoricídio - sim, Leysla não é inventiva só no sexo: seu texto e seu vocabulário também são perigosas armas de sedução, e revelam o talento de uma escritora com pleno domínio da arte narrativa, que merece ser descoberta, saboreada e desfrutada pelos leitores de paladar mais exigente.


Quenga de plástico, ou "A filosoquenga do Baixo Augusta" foi a leitura pop indicada pela edição de 1 de maio da Ilustríssima (Folha de São Paulo):

"Por causa da lei Kassab", que acabou com os luminosos das boates, a "filosoquenga" e ex-atriz pornô Leysla Kedman arrumou o emprego de distribuidora de panfletos de inferninhos na rua Augusta. Ali ela conhece o capitão Renascimento ?e outros personagens do submundo paulistano - policiais, putas, dançarinas, motoristas de táxi que pipocam na noveleta de estreia de Juliana Frank, nascida em 1985. Na forma de crônicas que se entrelaçam, a narradora vai entornando pérolas filosóficas sobre as agruras e alegrias da vida no bas-fond. Lançamento na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915), na sexta-feira, às 18h30. (Paulo Werneck)
7Letras | 68 págs. | R$ 28

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