sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O tempo da poesia (e a difícil tarefa de tentar encontrá-lo) é um dos temas de reflexão de Victor Heringer em Arapucas texto em que apresenta "três leituras futurológicas" sobre a poesia de Alice Sant'Anna, Ismar Tirelli Neto e Mariano Marovatto.

Poesia não dá futuro a ninguém, apregoa-se por aí. Há nessa máxima um fundo de verdade monetária que nos obriga a dar certa razão ao senso comum. Mas o senso comum, como se sabe, é uma caixa chinesa com muitos fundos falsos, que, ainda que verdadeiros, escondem novos fundos falsos que, por sua vez, bem podem ser verdadeiros. Explico-me. Diante da precária situação dos livros de poesia no mercado editorial, e do mercado editorial no Mercado, há poucos argumentos a favor do futuro do poeta como ente social economicamente atuante. No entanto, há ainda outros argumentos a favor do não futuro do poeta, mesmo como ser pleno em seu ofício.

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