terça-feira, 13 de abril de 2010

A medida entre invenção e intuição

Ieda Magri dedicou uma resenha ao romance Algum Lugar, de Paloma Vidal. O texto, publicado no Caderno Ideias do Jornal do Brasil, aponta para as possibilidades de leitura do romance sob o viés do pensamento de Walter Benjamim – aquele que privilegia uma “escrita que condensa vivência e criação literária”.

A medida entre invenção e intuição

Assim começa Rua de mão única, de Walter Benjamim: “A construção da vida, no momento, está muito mais no poder dos fatos que de convicções. E aliás de fatos tais, como quase nunca e em parte nenhuma se tornaram fundamento de convicções. Nessas circunstâncias , a verdadeira atividade literária não pode ter a pretensão de desenrolar-se dentro de molduras literárias – isso, pelo contrário, é a expressão usual de sua infertilidade. A atuação literária significativa só pode instituir-se em rigorosa alternância entre agir e escrever; tem de cultivar as formas modestas...”.

Leia a resenha na íntegra aqui

Um comentário:

  1. Essa ideia de mesclar "engenho e arte", "agir e escrever", vivência e teoria ou conhecimento, é mesmo antiga, não? Homero, Dante, Camões, já criam nisso, viviam de acordo, mesmo que não se possa escrever apartando-se da vida prática, o que torna tal conceito uma obviedade. Entretanto, a resenha parece interessante, o livro, claro, e acredito haver prazer nessa leitura.

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satara